terça-feira, 19 de junho de 2012

Militares rejeitam 6 pedidos da Folha para liberar documentos


Em um dos casos, Exército alegou risco 'à soberania nacional'



RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA


A área militar do governo federal recusou seis pedidos de liberação de documentos feitos pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação. Em um dos casos, o Exército alegou risco "à soberania nacional" e "à vida, à segurança ou à saúde da população".
Oito pedidos foram feitos pela Folha no dia em que a lei entrou em vigor, em 16 de maio último. Além das seis recusas, houve uma resposta sem qualquer documento (o Exército alegou que os papéis sobre a Guerrilha do Araguaia foram destruídos) e apenas uma resposta integral (relação de gastos no Haiti, noticiada pela Folha).
Um dos pedidos recusados foi o acesso a documentos sobre o Grupo Marupiara, uma força empregada pelo Exército na Amazônia para "mobilizar" a população rural contra possíveis "inimigos" estrangeiros ou nacionais.
A reportagem pretendia saber a extensão dessa atividade na Amazônia e se os militares esclarecem aos moradores sua verdadeira atividade.
O Exército reconheceu que o grupo foi empregado na região do entorno de Manaus (1999/2000) e nas proximidades de Marajó (2001/2002), mas se recusou a fornecer maiores detalhes, sob alegação de risco à soberania.

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