quarta-feira, 2 de maio de 2012

Espanha reage com cautela e diz 'estudar' caso

ANDREI NETTO, CORRESPONDENTE / PARIS - O Estado de S.Paulo

A reação estridente contra a nacionalização da companhia petrolífera YPF pela Argentina rptagonizada pela presidente Cristina Kirchner não se reproduziu ontem quanto à decisão adotada pelo governo de Evo Morales.

Até a noite de ontem, o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, não havia se pronunciado sobre a expropriação da Transportadora de Electricidad SA, filial da companhia espanhola Red Electrica Española (REE).
Em nota, o governo limitou-se, por ora, a informar que está "recolhendo informações sobre aspectos técnicos e diplomáticos" sobre o caso para se pronunciar em detalhes.
De acordo com o jornal El País, fontes da Secretaría de Estado de Comunicación (SEC) - não identificadas pela reportagem - afirmaram se tratar de "um caso distinto" da nacionalização da YPF, filial da Repsol, outra companhia espanhola. "É a impressão que ficou após o contato com as autoridades bolivianas", disse o informante ao diário.
Embora Bolívia e Espanha tenham tido problemas ao longo dos anos 2000 sobre questões como imigração, Madri considera boas as relações com Morales e com a Bolívia, um dos países que mais se beneficiaria dos programas de ajuda ao desenvolvimento financiados pelo governo espanhol.
No dia 16 de abril, Cristina apresentou ao Congresso projeto de lei expropriando 51% das ações da petrolífera YPF, que desde 1999 pertencia à espanhola Repsol. A Espanha reagiu duramente contra a decisão, qualificada de "arbitrária e agressiva", avisando que tomaria medidas "claras e contundentes". 

Nenhum comentário: