domingo, 22 de abril de 2012

Assessor de Nixon envolvido no caso Watergate morre aos 80

Condenado e preso por sete meses, Charles Colson virou pastor



DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS


Charles Colson, assessor do presidente americano Richard Nixon (1969-1974) envolvido no escândalo do Watergate, morreu ontem aos 80 por complicações após uma cirurgia cerebral.
Colson, conhecido como o mestre da "guerra suja" do governo Nixon, foi condenado por tentativa de obstruir a Justiça e esteve preso por sete meses em 1974. Ao sair da cadeia, transformou-se num importante líder evangélico e um militante defensor da reforma prisional.
Em 1972, o assessor e estrategista político fez parte do comitê de reeleição de Nixon responsável pela tentativa de espionagem do Partido Democrata no edifício Watergate, o ponto de partida do escândalo que levaria o presidente a renunciar.
Colson, que uma vez disse que passaria por cima da avó se preciso fosse para reeleger Nixon, elaborou a lista de "inimigos" a serem espionados pelo governo.
Ele foi condenado, porém, por outro crime, que se descobriu durante a investigação do "Watergate": ele confessou ter ajudado a formular estratégias ilegais na tentativa de desacreditar o analista do Departamento de Defesa Daniel Ellsberg.
O analista havia vazado à imprensa os chamados "Papéis do Pentágono", documentos que revelaram a verdadeira situação dos americanos na Guerra do Vietnã.

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