segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Sakineh será enforcada ou apedrejada, diz promotor

Autoridades da Justiça iraniana ainda não decidiram qual será a forma de execução



DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS


A iraniana Sakineh Ashtiani, 44, condenada à morte sob a acusação de ter cometido o crime de adultério, será executada a pedradas ou por enforcamento, afirmou Malek Ajdar Sharifi, chefe do Departamento de Justiça da província onde a mulher está detida.
Sakineh recebeu pena de morte por apedrejamento, mas sua sentença havia sido suspensa depois de uma mobilização global de reprovação à Justiça iraniana por parte de uma série de governos.
Citado pela agência semioficial de notícias Isna, Sharifi afirmou, no entanto, que as autoridades da Justiça do país ainda discutem se vão executá-la por apedrejamento ou por enforcamento.
Sakineh foi condenada por adultério em 2006 e sentenciada a morrer a pedradas, decisão que causou comoção internacional. Pouco tempo depois, ela foi considerada culpada também por ter ajudado no assassinato do marido.
Além da pena por adultério, Sakineh foi punida com 99 chibatadas pelas "relações ilícitas com estranhos", pena que lhe foi aplicada diante do seu filho, ainda em 2006.
Críticos afirmam que o julgamento que a condenou não ouviu o número mínimo de testemunhas exigidas pela lei iraniana para confirmar a prática do adultério e que júris foram feitos no idioma farsi (Sakineh fala somente azeri).
PERSEGUIÇÃO
Em maio deste ano, o advogado de Sakineh foi condenado a uma sentença de 11 anos de prisão.
Javid Houtan Kian foi preso sob a acusação de pôr em risco a segurança nacional iraniana por difundir propaganda contra o regime. Kian é o terceiro advogado a representar Sakineh.
Em 2010, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu asilo político à iraniana, mas o pedido foi rejeitado pelo regime iraniano.

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