sábado, 10 de dezembro de 2011

China tem a menor inflação desde setembro de 2010

Desaceleração dos preços abre espaço para novas medidas de estímulo à economia, o que pode beneficiar o Brasil


Reuters
Funcionário troca preço de vegetais em mercado na China
Funcionário troca preço de vegetais em mercado na China


DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS


A inflação chinesa se desacelerou fortemente no mês passado, abrindo espaço para que as autoridades possam tomar novas medidas de estímulo à economia.
Os preços ao consumidor chinês subiram 4,2% em novembro na comparação com igual período do ano passado, 1,3 ponto percentual menos que no mês anterior.
No seu pico neste ano, em julho, a inflação subiu 6,5%, chegando a relembrar o início de 2008, antes de a crise se tornar global, quando a alta dos preços disparou para 8,7% -o maior patamar em mais de dez anos.
Ainda que a inflação permaneça alta, a desaceleração dos preços torna menos difícil a tarefa do banco central chinês de estimular a economia local, o que pode ser benéfico para o Brasil.
A China é responsável pela compra de 17,4% de tudo o que o Brasil exporta. Por isso, a perda de força da economia chinesa (a segunda maior do mundo) tem efeitos significativos no Brasil.
A Vale, por exemplo, acertou nesta semana um corte de 20% no preço do minério de ferro vendido para a siderúrgica China Steel.
O minério de ferro é o produto que o Brasil mais vende para o exterior e tem a China como o seu principal cliente.
A queda na cotação também é reflexo da maior integração da economia global, já que é resultado da menor demanda por produtos em diversos países, especialmente da Europa, cuja economia caminha para a recessão.
Para tentar impedir a forte desaceleração da economia, o BC chinês, no início deste mês, reduziu em 0,5 ponto percentual o compulsório (dinheiro que os bancos precisam depositar na entidade).
A medida libera mais dinheiro para empréstimos e foi a primeira vez desde dezembro de 2008 que a entidade reduz o compulsório.
Um forte crescimento do PIB chinês também é considerado fundamental para impedir revoltas sociais.
Os dados divulgados ontem pelo governo chinês mostram ainda que a produção industrial se desacelerou de 13,2%, em outubro, para 12,4% no mês passado.

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