quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

China mira exportações a emergentes

América Latina e Ásia servirão para compensar a queda nas vendas para os Estados Unidos e a União Europeia



País exportou, em outubro, US$ 2,6 bi ao Brasil; as importações, por sua vez, foram de cerca de US$ 4,8 bi

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS


A China deve compensar a queda das exportações à Europa e aos EUA, causada pela desaceleração econômica, concentrando-se nos mercados emergentes, em 2012.
A afirmação foi feita ontem por Wang Shouwen, diretor de comércio internacional do Ministério de Comércio chinês. Países latino-americanos e asiáticos devem, assim, estar sob os holofotes da China.
A nação exportou, em outubro, US$ 2,6 bilhões de dólares ao Brasil. As importações ficaram em US$ 4,8 bi.
"As economias emergentes [...] registram bons resultados econômicos, razão pela qual colocaremos o foco nesses países para nossas exportações", disse Shouwen em coletiva de imprensa.
A economia da China, ainda com baixo consumo interno, depende muito das exportações -responsáveis por sustentar taxas de crescimento de até 10% ao ano.
O país anunciou, na semana passada, a primeira contração da produção manufatureira em mais de dois anos.
Em meio a um cenário desfavorável, a nação tem dado sinais de flexibilização da política monetária. O banco central chinês anunciou, recentemente, medidas que facilitarão o empréstimo de dinheiro pelos bancos, visando dar sustento à economia.
Conforme as exportações chinesas à União Europeia e aos EUA vêm caindo nos últimos anos, a América Latina tem se destacado como uma forte parceira econômica.
Entre 2006 e 2010, houve crescimento de mais de 160% nessas trocas comerciais.
Brasil, Chile, Argentina e Peru são os principais parceiros econômicos na região.
Além de fortalecer exportações, a China deve, a longo prazo, investir no próprio mercado consumidor para que se torne também motor do crescimento econômico.
Em seu discurso, no entanto, Shouwen enumerou outras razões para a freada vista nas exportações chinesas, além da desaceleração europeia e norte-americana.
Ele aponta problemas internos no país, como a valorização do yuan -que torna as exportações chinesas menos competitivas no exterior- e o aumento nos custos da mão de obra na nação.
Além disso, diz, diversas manifestações e greves trabalhistas foram realizadas nos últimos anos, na China.

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