sábado, 17 de dezembro de 2011

Brasil é o país mais protecionista do G-20


O Brasil é o país mais protecionista do G-20 e um dos mais fechados do mundo, com uma política comercial mais restritiva que Argentina, China ou Rússia, tradicionais alvos de queixas de exportadores brasileiro. A conclusão está em levantamento da Câmara de Comércio Internacional publicado ontem durante a conferência da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O país menos protecionista do G-20, segundo o índice de abertura de mercados, é a Alemanha, seguida pelo Reino Unido e Arábia Saudita. No ranking geral da CCI, envolvendo as 75 maiores economias do mundo, a liderança é de Hong Kong, Cingapura e Luxemburgo. Os Estados Unidos vêm apenas na 34.ª posição e o Brasil na 68.ª.

Essa é a primeira vez que o ranking é publicado pela CCI, entidade que reúne centenas de milhares de companhias e associações comerciais em 120 países. A entidade escolheu a reunião ministerial da OMC para fazer o anúncio, num encontro marcado por uma forte crítica de diversos países em relação ao posicionamento comercial do Brasil desde que a presidente Dilma Rousseff assumiu o governo.

Outros relatórios já indicaram que, em 2011, o Brasil foi o país que mais adotou medidas protecionistas.

Coincidência ou não, no dia da abertura da conferência da OMC, o decreto que favorece a produção nacional de veículos entrou em vigor. Nesta semana, o Brasil ainda se recusou a aderir a uma iniciativa de 50 países propondo o congelamento de tarifas de importação, como um sinal de incentivo à economia mundial em crise.

O País , no ranking geral e que inclui 95% do comércio mundial, aparece como sendo mais protecionistas hoje que os países europeus e os mais fechado entre os países do Brics.

O Brasil tem praticamente a mesma abertura de mercado que a Venezuela, do presidente Hugo Chávez, e está próximo dos níveis do Paquistão, Argélia e Sudão. O País foi classificado entre as nações que têm uma 'abertura muito baixa' de mercado.

Pontos observados. O ranking avalia a abertura dos mercados a produtos importados, nível tarifário, regras internas, exigências de conteúdo local, as políticas comerciais, infraestrutura para o comércio e a abertura do país a investimentos estrangeiros.

De forma geral, a CCI alerta que os países do G-20 não estão cumprindo as promessas de não recorrer a medidas protecionistas. 'A ameaça do protecionismo aumenta entre as grandes economias do mundo e a tendência é inquietante', afirmou o presidente da CCI, Gerard Worms.

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