segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Otan diz ter reagido a ataque do Paquistão

Segundo fontes da aliança, ação que matou 24 paquistaneses foi autodefesa; Islamabad nega ter iniciado conflito



Incidente azedou ainda mais relação com os EUA, tensa desde ação que resultou na morte de Bin Laden, em maio

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS


As forças da Otan que mataram pelo menos 24 militares paquistaneses no sábado estavam simplesmente reagindo a um ataque, afirmaram ontem fontes afegãs e da aliança militar ocidental.
Mesmo assim, ontem, o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, prometeu uma investigação abrangente sobre o "incidente trágico e não intencional" e classificou as mortes dos militares paquistaneses de "inaceitáveis e deploráveis".
Forças da Otan, principalmente americanas, atacaram posições na fronteira entre Paquistão e Afeganistão com helicópteros e caças, causando a morte dos pelo menos 24 militares paquistaneses.
O incidente azedou ainda mais o já conturbado relacionamento entre Estados Unidos e Paquistão, que vem piorando desde que forças americanas mataram Osama bin Laden em território paquistanês, em maio, sem informar Islamabad sobre o ataque.
O Exército paquistanês reagiu com fúria ao ataque da Otan no sábado, dizendo se tratar de ação "gratuita" e "ato irresponsável". Os militares negaram ter atacado antes os postos da aliança.
Em retaliação, o Paquistão cortou as linhas de fornecimento da Otan que passam pelo país, por período indeterminado, e deu aos EUA um prazo de duas semanas para se retirar de uma base de onde Washington tem lançado seus ataques com aeronaves não tripuladas.
Segundo fontes da Otan e afegãs, militares paquistaneses ou integrantes do Taleban posicionados muito perto de bases do Exército paquistanês teriam atacado soldados afegãos, que, por sua vez, pediram reforço à aliança. Esta, então, teria reagido.
Ontem, em frente à embaixada americana em Karachi, paquistaneses queimaram bandeiras da Otan e dos EUA.

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