terça-feira, 18 de outubro de 2011

Tribunal da Venezuela barra rival de Chávez

Leopoldo López havia se lançado candidato à Presidência em 2012

Tribunal Supremo de Justiça rejeita decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos de permitir candidatura

FLÁVIA MARREIRO

ENVIADA ESPECIAL A LIMA

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela considerou ontem "inexequível" a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos que obriga o Estado venezuelano a permitir a candidatura a cargos públicos do presidenciável oposicionista Leopoldo López.
A posição praticamente liquida as esperanças de López de concorrer à sucessão de Hugo Chávez, em 7 de outubro de 2012.
Ex-prefeito de Chacao, um dos municípios que formam Caracas, López lançou no mês passado sua candidatura para disputar as primárias da coalizão oposicionista, previstas para fevereiro.
De acordo com as pesquisas de opinião, López, 40, aparece em terceiro lugar.
Em setembro, uma decisão inédita da CIDH, corte independente ligada à OEA (Organização dos Estados Americanos), afirmou que a inabilitação política do ex-prefeito foi ilegal por se basear numa decisão administrativa, e não em uma sentença judicial definitiva.
Ontem, o TSJ afirmou que López mantém seus direitos políticos mesmo estando proibido de concorrer a cargos públicos. Só em 2014 o oposicionista, acusado de corrupção, poderia ser candidato.
A Venezuela reconhece na Constituição a existência do sistema interamericano, mas tem dito que a CIDH é um instrumento da oposição política internacional.
López não havia feito declarações sobre o tema até o fechamento desta edição.
Em entrevista recente à Folha, ele rejeitou a ideia de desistir da pré-candidatura: "Como vou liderar os venezuelanos em direção às mudanças, propor 'levantem-se, vamos lutar por nossos direitos', se eu não defendo meus próprios direitos?"

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