terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mineiros planejavam canibalismo, relata novo documentário

Em "17 Dias Enterrados Vivos", exibido no Chile, sobrevivente fala sobre o incidente

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O grupo de mineiros chilenos aprisionados em 2010 dentro de uma mina planejava, durante as semanas em que estiveram incomunicáveis, praticar o canibalismo.
A dieta deles, rigorosamente racionada, se restringiu durante esse período a duas colheradas de atum em conserva, meio copo de leite e meia bolacha a cada 48 horas.
As informações constam do documentário "17 Dias Enterrados Vivos", exibido anteontem na Televisão Nacional do Chile -que rodou o filme em parceria com a BBC.
O grupo ficou enclausurado por dois meses a 700 metros de profundidade. "Íamos fazer isso com quem caísse primeiro", afirma o mineiro Samuel Ávalos, em trecho do documentário.

DATA
O resgate dos mineiros chilenos, que atraiu a atenção em todo o mundo, completará um ano nesta quinta-feira.
No documentário divulgado dias antes da data, são lembradas as primeiras semanas após o acidente na mina San José. Nesse período, os trabalhadores permaneceram sem contato com o mundo exterior. Não era sabido se estavam vivos ou mortos. Os relatos incluem, também, as brigas entre os mineiros aprisionados no local.
Procurado ontem pela agência de notícias Efe, o mineiro Ávalos se recusou a comentar as declarações que deu durante o documentário. A possibilidade de os mineiros terem cogitado recorrer ao canibalismo já havia sido levantada em fevereiro, quando o repórter Jonathan Franklin, do "Guardian", discorreu sobre essa ideia. Ele é autor do livro "33 Homens", sobre o caso dos chilenos. Em 1972, após um acidente aéreo na cordilheira dos Andes, um grupo de jogadores de rúgbi uruguaios sobreviveu após praticar o canibalismo, enquanto aguardavam pelo resgate.

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