segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Grécia não atinge meta do FMI e demitirá 30 mil

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

A Grécia não atingirá as metas de deficit orçamentário de 2011 e de 2012 determinadas no plano de resgate da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional) e vai demitir 30 mil funcionários públicos.
As informações foram divulgadas ontem pelo governo, após o conselho de ministros aprovar o esboço do Orçamento para 2012.
O deficit deve ficar em 8,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2011, acima da meta de 7,4%, fixada pela lei plurianual votada no final de junho.
"Ainda faltam três meses críticos para terminar 2011, e a estimativa final de 8,5% de deficit do PIB pode ser atingida caso os mecanismos de Estado e os cidadãos respondam de acordo", diz nota do ministério das Finanças.
Segundo a pasta, não foi possível atingir a meta devido à recessão mais intensa que o esperado -a economia teve retração de 5,5%, em vez de 3,8%, como havia sido estimado em maio deste ano.
Para 2012, o deficit será rebaixado para 6,8% do PIB. Ainda assim, o novo índice não atingirá a meta de 6,5%.
Além de rever os índices, o governo aprovou ontem medida para enxugar a máquina pública e reduzir o número de servidores. A iniciativa faz parte do plano de austeridade para a liberação de empréstimos da UE e do FMI.
O plano cria uma espécie de "reserva trabalhista", permitindo que trabalhadores recebam pagamentos parciais e que sejam demitidos após um ano. Cerca de 30 mil funcionários iriam para a reserva até o fim deste ano.
Os cortes que o governo planeja para cumprir as exigências da UE e do FMI motivaram anúncio de greve para os dias 5 e 19 de outubro.
O governo planeja ainda cortar 20% das aposentadorias acima de 1.200.

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