domingo, 16 de outubro de 2011

Eleição direta para Judiciário põe à prova base de apoio de Morales

DE CARACAS - A inédita eleição direta que escolherá hoje os mais altos cargos do Judiciário da Bolívia será um termômetro para medir a crise no governo Evo Morales desatada pelos protestos contra uma estrada a ser construída com recursos brasileiros. Os cerca de 5,2 milhões de bolivianos devem votar entre 116 candidatos -pré-selecionados pela Assembleia Nacional de maioria governista- para escolher os 56 magistrados dos tribunais superiores.
O formato é uma inovação da Constituição promovida por Morales e aprovada em referendo em 2009. A oposição conservadora e os centro-esquerdistas recém-desgarrados da base aliada fazem campanha pelo voto nulo e esperam ter adesão dos descontentes com o governo. Argumentam que é preciso deslegitimar a eleição porque ela dará ao governo controle total do Judiciário. (FM)

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