terça-feira, 27 de setembro de 2011

Senado dos EUA aprova verba para desastre

Democratas e republicanos viveram impasse similar ao do teto da dívida, em julho

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Por 79 votos a 12, o Senado dos EUA, onde o presidente democrata Barack Obama tem maioria, aprovou ontem à noite um acordo que permitirá à Fema (Federal Emergency Management Agency), órgão responsável pela ajuda financeira em caso de desastres, continuar funcionando até o dia 18 de novembro.
A expectativa é que o acordo também seja aprovado pela Câmara, de maioria republicana -mas a votação foi mais um capítulo da disputa entre o governo americano e a oposição que, neste ano, já levou o país à beira do calote diante do impasse sobre o aumento do teto da sua dívida.
Os deputados estão em recesso nesta semana, mas é possível que a medida seja aprovada apenas com os votos dos líderes partidários. Atualmente, a Fema gasta estimados US$ 40 milhões diários para ajudar vítimas de desastres naturais nos EUA, como o furacão Irene, além de incêndios e inundações.
Republicanos e democratas vinham discutindo se o dinheiro destinado a emergências deveria vir de cortes em outros programas federais. A oposição defendia uma redução da ordem de US$ 1,5 bilhão nos programas de incentivo a veículos com maior eficiência energética; o governo argumentava que esses programas são necessários para gerar empregos no setor automobilístico.
"Evitamos um desastre, pelo menos até o próximo", afirmou o senador Ben Nelson, democrata, após o acordo. Em 31 de julho, depois de quase um mês de impasse e discussões acirradas entre democratas e republicanos, Obama anunciou acordo bipartidário para enxugar US$ 1 trilhão do Orçamento dos EUA nos próximos dez anos e elevar o teto do endividamento público do país.
O desgaste político resultante dessa disputa, segundo analistas, influiu decisivamente para que a agência de classificação de risco Standard and Poor's rebaixasse a nota dos títulos da dívida norte-americana pela primeira vez na história, o que ocorreu pouco tempo depois.

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