terça-feira, 27 de setembro de 2011

Otimismo sobre solução de crise na Grécia eleva Bolsas europeias

Expectativa que animou os mercados é de aumento do Fundo de Estabilização Financeira

Embora medida tenha sido insinuada por comissário europeu, ministro alemão negou que esteja em estudo

VAGUINALDO MARINHEIRO
DE LONDRES

A expectativa de que os políticos europeus vão enfim tomar medidas concretas para enfrentar a crise grega e dos bancos do continente fez as Bolsas da Europa terem ganhos ontem, após uma semana de perdas recordes.
A Bolsa alemã subiu 2,87%; a francesa, 1,75%. Em Londres, o índice subiu 0,47%, puxado pelas ações de bancos. O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que a crise europeia assusta o mundo todo e que os líderes estão demorando a agir. A crise da Grécia (cujas dívidas representam mais de 140% de seu PIB) se arrasta desde maio de 2010.
A União Europeia e o FMI (Fundo Monetário Internacional) concordaram em conceder um empréstimo, mas exigiram cortes de gastos que afundaram ainda mais a economia do país.
Está claro que a Grécia não conseguirá pagar sua dívida. Há duas dúvidas: se o calote será organizado e quanto será perdoado pelos detentores dos títulos. Uma cifra que se especula é 50% de redução.
É nisso que trabalham os ministros de finanças da União Europeia: numa forma de organizar o calote e proteger os bancos da quebra, com injeção de capitais.
Outra medida é a elevação do Fundo de Estabilização Financeira, que tem de ser aprovada pelos Parlamentos dos países-membros e socorreria países em dificuldades. Há informações de que o fundo passaria de 400 bilhões (R$ 1 trilhão) para até 2 trilhões (R$ 5 trilhões).
A dificuldade está em encontrar um consenso. De manhã, Olli Rehn, comissário de Finanças da União Europeia, afirmou que o aumento do fundo estava em estudo. À noite, o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, disse que não.

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