sábado, 2 de julho de 2011

Montadora chinesa Lifan anuncia fábrica no Brasil

Lifan e brasileira Effa fazem acordo para construir unidade no país com investimento de US$ 100 milhões

FABIANO MAISONNAVE
DE PEQUIM

A fabricante de automóveis chinesa Lifan e a empresa brasileira Effa assinaram anteontem um acordo para a construção de uma montadora com capacidade para 10 mil unidades por ano. O investimento previsto é de US$ 100 milhões.
A assessoria da Effa diz que os detalhes da joint venture estão em discussão e devem ser anunciados na semana que vem. O local da fábrica ainda não foi divulgado. Na China, a Lifan não quis se pronunciar ontem.
Em março, as empresas já haviam anunciado a criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento entre São Paulo e Campinas, num valor de US$ 70 milhões, a primeira operação desse tipo da Lifan fora da China.
O objetivo é desenvolver um modelo de automóvel compacto e pesquisar veículos a energia elétrica.
Dois modelos da Lifan, o hatchback 320 (uma cópia do Mini Cooper) e o sedã 620, já estão à venda no Brasil desde outubro, trazidos de uma fábrica montada no Uruguai construída pelo grupo Effa. A marca tem 18 concessionárias exclusivas pelo país.
De acordo com o grupo Effa, o modelo mais vendido da Lifan tem sido o 320, com 691 unidades no ano passado.
Fundado em 1992, o Grupo Lifan, com sede em Chongqing (centro da China), tem mais de 13 mil funcionários.
Trata-se da segunda montadora chinesa a anunciar fábrica no Brasil nos últimos meses. A Chery está investindo US$ 400 milhões em fábrica em Jacareí. Além disso, a fabricante importa o QQ -por R$ 22.990 no modelo mais básico, é o carro mais barato do Brasil.
Num sinal de que o Brasil está se tornando um importante mercado para os carros chineses, no mês passado foram embarcados para Santos, em um supercargueiro, 4.400 das marcas Chery e da montadora JAC.
"Há duas coisas com as quais todo homem brasileiro sonha: uma é futebol e a outra é carros. Eles conhecem carros bem e têm alta exigência por qualidade. Nesse sentido, os carros chineses podem atender a suas demandas bem", disse, no dia do embarque, She Cairong, vice-gerente-geral da JAC.
Além das chinesas, outras montadoras asiáticas, como a sul-coreana Hyunday, estão investindo para abocanhar uma fatia do mercado brasileiro, o quarto maior do mundo e que hoje é dominado por empresas americanas e europeias.

Nenhum comentário: