sexta-feira, 15 de julho de 2011

Mercado do governo fecha banca que vendia "Clarín"

LUCAS FERRAZ
DE BUENOS AIRES

Contrariada por uma reportagem publicada no "Clarín" sobre a precária situação do Mercado Central de Buenos Aires, a direção do Ceasa argentino vetou a comercialização do jornal e de qualquer outro diário do grupo.
No entanto, o jornaleiro Esteban Pérez, dono da banca, não cumpriu a decisão e continuou a vender "Clarín", o maior jornal da Argentina, além dos diários "Olé", esportivo, e "Muy", um tabloide popular do mesmo grupo. Anteontem, a administração do mercado, controlado pelo governo Cristina Kirchner, fechou a banca.
A Folha visitou ontem o Mercado Central, que fica em La Matanza, na região metropolitana de Buenos Aires. Criado por um consórcio entre os governos federal, da província de Buenos Aires e da capital, o local é administrado pela Secretaria de Comércio Interior, da Casa Rosada, cujo chefe é Guillermo Moreno, funcionário conhecido pela truculência e pelo histórico de enfrentamentos com a imprensa. Procurada, a administração do Mercado Central não quis se pronunciar.
"Esse é um novo bloqueio ao 'Clarín', que é impedido de chegar aos seus leitores", diz Martín Etchevers, porta-voz do grupo. Esteban Pérez, o dono da banca, não quis falar com a Folha. Ele fez um acordo com a direção do Mercado Central e abriu a banca ontem. Mas a partir de agora não poderá vender nenhum exemplar do "Clarín", "Olé" ou "Muy".

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