terça-feira, 12 de julho de 2011

Itália, bola da vez, derruba Bolsas e o euro

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
DE SÃO PAULO


O risco de a Itália -terceira maior economia da zona do euro- ser arrastada para a crise da dívida na Europa derrubou Bolsas de Valores pelo mundo e a cotação do euro ontem.
O temor de contágio para economias maiores -além da italiana, a espanhola- cresceu nos últimos dias. Até agora, a crise está concentrada em Grécia, Portugal e Irlanda, economias periféricas.
A especulação de que a Itália e seus bancos podem sofrer contágio fez a cotação do euro cair 1,7% ante o dólar. As Bolsas europeias também tiveram perdas. A de Milão fechou em queda de quase 4%, e a Bolsa de Frankfurt caiu 2,33%. Na Espanha, a de Madri teve queda de 2,69%.
Em Nova York, o índice Dow Jones caiu 1,2%
A Bovespa desvalorizou-se em 2,1%, o pior "tombo" num só dia desde fevereiro. "A Itália seria um desafio que faria a Grécia parecer uma miniatura", disse Karl Schamotta, estrategista sênior da Western Union Business Solutions à Reuters.
"Nós temos um problema de contágio de largas proporções, ou pelo menos a percepção de contágio, que deixa as pessoas nervosas." A Itália tem grande dívida pública, equivalente a 120% de seu PIB, o que leva a temores de que não consiga honrar suas obrigações. Soma-se a isso a instabilidade política no país, com um governo impopular e sem condições de fazer reformas fiscais.
Diante da reação dos mercados, a chancelerda Alemanha, Angela Merkel, afirmou que o governo italiano precisa mostrar que irá executar as reformas necessárias para recuperar a confiança na zona do euro.
Merkel disse que pediu ao premiê italiano, Silvio Berlusconi, que implemente rapidamente um pacote de austeridade. Ele teria respondido que fará o que for necessário para assegurar a estabilidade da moeda.

GRÉCIA
Nesse cenário, ministros da zona do euro se reuniram ontem para discutir a situação da Grécia. Mais uma vez, não se chegou a consenso.
Ontem, o jornal "Financial Times" afirmou que os credores europeus estariam preparados para aceitar calote de parte da dívida grega. Segundo fontes ligadas às discussões, o plano francês, que envolve rolagem de títulos pelos bancos privados, voltou a prevalecer.

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