segunda-feira, 4 de julho de 2011

Estudantes e sindicatos anunciam paralisação por presença estatal

CHILE

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS - Estudantes universitários e sindicatos de trabalhadores anunciaram ontem novas greves nacionais com o objetivo de exigir maior presença do Estado.
Eles reivindicam profundas reformas no sistema tributário e maior participação do Estado na gestão da educação, da saúde e da Previdência.
A Confederação de Estudantes do Chile (Confech), depois de uma reunião que se encerrou na madrugada de ontem, anunciou nova greve provavelmente no dia 14 de julho, além da continuação dos protestos iniciados na metade de maio.
Na última manifestação, os organizadores garantiram que 80 mil pessoas foram às ruas em Santiago, a capital chilena, e, no país inteiro, 400 mil.
Para negociar, segundo entrevista concedida pelo presidente dos estudantes da Universidade de Temuco, Felipe Valdebenito, os manifestantes exigem a presença do presidente Sebastián Piñera e refutam a intermediação do ministro da Educação Joaquín Lavín.
Os estudantes querem a reforma do sistema educacional imposto durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). O regime abriu a educação para o setor privado.
Mesmo que tenha sofrido modificações posteriormente, o modelo basicamente não se alterou, motivo pelo qual os chilenos lutam por mudanças.
O regime de Pinochet também reduziu o investimento nas universidades públicas e concedeu benefícios fiscais às instituições particulares.
Folha de São Paulo, 04/07/2011

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