quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ocidente vs. Brics

Toda Mídia

NELSON DE SÁ -
nelsonsa@uol.com.br


De Obama ao parlamento britânico, por "New York Times" e outros, "é errado concluir que a ascensão de países como China, Índia e Brasil representa o fim da liderança americana e europeia", que segue "mesmo quando mais nações assumem responsabilidades de liderança global". Na manchete da estatal britânica BBC, "Ocidente ainda lidera o mundo, diz Obama". Na submanchete da Folha.com, "Obama cita Brasil e China e rejeita declínio dos EUA e Reino Unido".
Ao fundo, a Associated Press despachou que "emergentes na Ásia e América Latina ainda lideram recuperação econômica global", segundo relatório da ONU. "Especialmente China, Índia e Brasil."

//OCIDENTE VS. BRICS 2
No "NYT", junto ao discurso de Obama em Londres, "nações em desenvolvimento se opõem a nomear europeu, mas Christine Lagarde ainda é considerada favorita" no FMI. Anota que "EUA e Europa, juntos, têm os votos para eleger". Mas os Brics soltaram "nota inusual" contra um nome europeu e até "editoriais de jornais da Ásia-Pacífico adotaram tom mais duro".
"Wall Street Journal" e "Financial Times" foram na mesma linha, com o primeiro destacando ainda que o indiano Montek Singh Ahluwalia, "visto em alguns círculos como ideal", seria "velho demais".
E o "China Daily", contido, publicou que, "embora a escolha seja de importância imediata, mais importante é reformar as políticas e operações do FMI".


bloomberg.com


//NÃO FECHA
Estreando o Bloomberg View, site de opinião da agência financeira, que tirou colunistas de outras organizações e anuncia ter "o mundo em foco", o editorial "A matemática eleitoral do FMI não fecha" questiona um europeu no FMI, com a ilustração acima. A conta que não fecha é a Bélgica ter mais votos que o Brasil, "vastamente maior e mais populoso". Ou Japão, Alemanha, França e Reino Unido terem, cada um, mais votos que a China, "a segunda economia do mundo".
De quebra, o Bloomberg View destacou na estreia a coluna de Simon Johnson, referência em assuntos de FMI, contra o "clube euro-americano" no Fundo.

APARTHEID 1 No post mais popular da estreia do Bloomberg View, Jeffrey Goldberg critica o discurso do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que retirou "qualquer esperança de progresso" e direciona Israel para um "Estado de apartheid". Prevê vitória da Palestina na ONU, em setembro.

APARTHEID 2 No alto da home da "Foreign Policy", Stephen Walt afirma, também em reação ao primeiro-ministro, que "Israel está diante de uma escolha: dois Estados ou o apartheid". E pergunta, sobre a reação de congressistas americanos, "Congresso está batendo palmas pelo apartheid?".


aljazeera.net
No destaque da Al Jazeera, palestinos na fronteira de Gaza

//EGITO SE MOVE
Manchete da Al Jazeera e submanchete da BBC, "Egito vai abrir a fronteira em Rafah permanentemente", permitindo circulação com Gaza pela primeira vez desde 2007. Até no Drudge Report, mas não no "NYT", "Egito vai abrir acesso a Gaza permanentemente...", com despacho da AP. Foi o que anunciou a agência estatal egípcia, Mena.
Na mesma direção, ontem na manchete de papel do "NYT", "Egito vai processar Mubarak por mortes em manifestações".

//G8 & FACEBOOK
A cúpula do G8 que começa hoje no balneário de Deauville, na França, programou conversa de uma hora entre Mark Zuckerberg (Facebook), Eric Schmidt (Google), Maurice Lévy (Publicis) e outros com Obama, Nicolas Sarkozy (França), David Cameron (Reino Unido) e outros. Os primeiros vão, segundo o "FT", "dar suas visões sobre como os governos podem ajudar a promover inovação".
Também na pauta do G8, segundo a agência Reuters, a guerra na Líbia.



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