terça-feira, 10 de maio de 2011

OCDE prevê desaceleração das economias do Brasil e da Índia

Organização aposta em expansão de Canadá, EUA e Alemanha
JULIANA ROCHA
DE SÃO PAULO

As perspectivas para as economias da China e da Rússia são de expansão, enquanto Brasil e Índia enfrentarão um período de desaceleração.
As projeções do atual momento econômico dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) foram feitas pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), no relatório de indicadores antecedentes, criado para identificar mudanças de rumo nas principais economias.
A OCDE mostra que o Brasil teve a maior desaceleração anual do PIB (Produto Interno Bruto) em março, com uma queda de 2,8%, em comparação com o mesmo mês do ano passado. O melhor crescimento econômico foi o da Rússia, de 6,1%, na mesma comparação.
A organização também mostra divergências nas perspectivas sobre o momento econômico dos países mais ricos. Enquanto a expectativa para os Estados Unidos, Alemanha e Canadá é de expansão da economia, França e Reino Unido enfrentarão um ritmo lento de crescimento.
A Itália também recebeu previsão de desaceleração econômica. O país teve queda de 2,4% do PIB anual até março.
Pelo relatório da OCDE, o Brasil parece estar em pior situação que a Itália, mas, no caso da economia brasileira, a desaceleração vem de um ponto muito alto de comparação no ano passado.
Em outro relatório divulgado ontem especificamente sobre a economia italiana, a OCDE destaca a necessidade urgente de reformas fiscais estruturais para retomar o crescimento econômico.
"Não devemos subestimar a tarefa [de fazer reformas] à nossa frente. A Itália precisa dar passos adicionais para ter uma crescimento mais robusto", disse o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría.
Já a Alemanha vive o seu momento de ouro. A perspectiva de expansão alemã já é uma realidade. Ontem, o governo alemão divulgou que o país teve o melhor resultado de exportações desde que começou a levantar essa estatística, em 1950. Em março, as vendas externas cresceram 15,8% em relação ao mesmo mês de 2010.

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