quarta-feira, 18 de maio de 2011

A morte de Bin Laden


ROBERTO
DAMATTA

Executado o cabeça, fica a obrigação intelectual e moral (eu não separo essas coisas) de dar conta dessa doença chamada terrorismo. Palavra que revela o anti-humano contido no mundo quando suspendemos, em nome de alguma coisa, todas as normas. Nosso equilíbrio é delicado e, estou convencido, impossível. Somos marcados pelos ideais explícitos que,na forma de mandamentos, nos tornam anjos, e pelos desejos implícitos, que nos fazem demônios. O encontro permanente dessas forças diz quem realmente somos. Pois assassinamos em nome de um Deus do amor e de uma justiça democrática, como reiteram as autoridades americanas.Não há ódio na aplicação da justiça contra os que ultrapassaram todos os limites. Tudo vale no estado de guerra – essa loucura com método que o Ocidente aperfeiçoou e tornou – valha-nos Deus! – uma “arte”. Onde foi parar a compaixão que leva à paz dos abraços?

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