domingo, 15 de maio de 2011

A hora da verdade

MARIO VARGAS LLOSA

Embora eu não seja crente, tenho muitos amigos católicos, sacerdotes e leigos, e um grande respeito pelos que procuram viver segundo suas convicções religiosas. O cardeal Juan Luis Cipriani, arcebispo de Lima, em compensação, me parece representar a pior tradição da Igreja, a autoritária e obscurantista. Sua recente autodefesa, Os direitos humanos irrenunciáveis, publicada no dia 1.º em Lima, justifica as críticas que, em nome da democracia e dos direitos humanos, ele com frequência recebe, sobretudo de setores católicos mais liberais. Em seu texto, ele desmente que tenha dito que “os direitos humanos são uma ‘cojudez’ (palavra peruana equivalente a besteira)” e afirma que, na verdade, aplicou tal grosseria apenas à Coordenadoria de Direitos Humanos, uma instituição dirigida por uma ex-religiosa espanhola, Pilar Coll, que nos anos das grandes matanças cometidas pela ditadura fujimorista realizou uma admirável campanha de denúncia dos crimes que se cometiam sob o pretexto da luta contra o Sendero Luminoso.

Baixe e leia a reportagem completa: clique aqui

Nenhum comentário: