segunda-feira, 30 de maio de 2011

Domando a inflação

TODA MÍDIA
NELSON DE SÁ
nelsonsa@uol.com.br

Domando a inflação

Chile e México "sinalizam menor preocupação com inflação" e já pausam juros, noticia a Reuters. Em outros "sinais de que a América Latina está conseguindo domar inflação", cita Brasil e Peru.
Na semana, a Standard & Poor's avaliou que "inflação começa a desacelerar" no Brasil, no "Financial Times". E a Folha, no editorial "Queda de pressão", afirmou que "dados sobre mercado de trabalho indicam que alta de preços no setor de serviços pode arrefecer, ajudando a aliviar impulso inflacionário".
Hoje sai o IGP-M, que deve continuar em torno de 0,7%, avalia a Austin Rating no iG, citando o preço das commodities, sobretudo petróleo.




//CHINA & BRASIL
No "FT", o investidor Mark Mobius vê a economia chinesa em perspectiva positiva. Diz que "o luxo que países como China, Índia, Brasil, Rússia e Egito têm é o grande mercado interno para estimular crescimento". O mesmo "FT" reportou, de Brasília e Pequim, que os dois governos negociam a retirada de barreiras pela China, para entrada de produtos processados como óleo de soja e frango congelado -e até sapatos.
E o "China Daily", sob o título "Relações de importância global", publicou longo artigo de Sun Hongbo, da Academia Chinesa de Ciências Sociais, dizendo que o vínculo dos dois países hoje vai "além do âmbito bilateral". Defende que "devem otimizar a estrutura de investimentos e promover a diversidade no comércio bilateral".
Ele sugere que a China dê "atenção às preocupações" do novo parceiro.

//CONTRA CHINA & BRASIL
O "New York Times" deu na capa de sábado que o "Interesse da China por terras deixa Brasil inquieto", segundo o correspondente Alexei Barrionuevo. Cita "especialistas" como Paulo Sotero, do Wilson Center, de Washington, para afirmar que "a parceria evoluiu para uma relação neo-colonial". E ouve do americano Brian Willott, fazendeiro no Brasil, que, "para todo lado que se olha, estão dizendo considerar vender para os chineses".
E a Associated Press despachou no fim da semana a longa reportagem especial "Choque cultural complica ofensiva chinesa no Brasil", sublinhando diferenças no mercado trabalhista.

//LAGARDE VEM AÍ
"Líderes do G8 apoiam Christine Lagarde para o FMI", Rússia inclusive, declarou o chanceler francês, destacado na Reuters.
No alto da home do "Wall Street Journal", "Lagarde começa ofensiva de sedução no Brasil". A ministra francesa embarcaria ontem à noite, para encontros com o ministro da Fazenda, o presidente do Banco Central e o chanceler Antonio Patriota, hoje. Em entrevista à rádio Europe 1, disse que vai responder à "frustração dos emergentes", que "querem saber se os candidatos representam o interesse geral", não só europeu. Segundo o iG, o Brasil "deve seguir voto da China e apoiar Lagarde".
Além dela, informa a agência Xinhua, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, chega amanhã para "aprofundar parceria" com o Brasil.

//PERU DIVIDIDO
Ontem na manchete do peruano "El Comercio", a pesquisa Ipsos Apoyo para o jornal, que apoia Keiko Fujimori, mostrou empate técnico -com a candidata de direita à frente de Ollanta Humala, 50,5% a 49,5%. Já na manchete do "La Republica", a pesquisa Imasen para o jornal, que apoia Humala, também vê empate técnico -com o candidato de esquerda à frente, 50,8% a 49,2%.
Os dois jornais destacaram a importância do debate de ontem à noite, na televisão, para definir o favorito a uma semana da eleição. Na semana passada, os ex-candidatos Alejandro Toledo e Pedro Pablo Kuczynski, ambos de centro-direita, apoiaram Humala e Fujimori, respectivamente.

"WILD WEST"

nytimes.com
Com vídeo de José Claudio da Silva, morto no Pará, o "NYT" criticou a Justiça na região. Diz que o "êxito ao julgar fazendeiros por trás das mortes é inexistente". O Greenpeace vê "Oeste selvagem" no Pará, "Estado fora de controle"

"ROSTO SERENO"

globo.com


A "Época", da editora Globo, usou uma foto de Dilma Rousseff tirada pela "Time" -na lista dos 100 mais influentes em abril- para ilustrar que "seu estado exige atenção". Havia uma outra "capa quase pronta", mas "mudou tudo"

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