sexta-feira, 15 de abril de 2011

Filme de Farias faz apologia da velocidade do país nos anos 70

CRÍTICA AVENTURA
INÁCIO ARAUJO
CRÍTICO DA FOLHA

Há uma óbvia apologia da velocidade em "Roberto Carlos a 300 km por Hora" (Canal Brasil, 12h30, 12 anos). É o último filme da trilogia com o cantor dirigida por Roberto Farias. Era 1972, ano do primeiro título mundial de Emerson Fittipaldi.
Estávamos no milagre, o país respirava pressa.
O filme se passa num ambiente de corridas, com história banal (mecânico toma o lugar do dono do carro na hora da prova, entre outras peripécias). Nesse ambiente, é compreensível que Roberto, arauto da juventude emergente, quisesse ocultar certos problemas pessoais.
O tempo passou, e Roberto virou unanimidade. Que sentido tem proibir biografias, além de prejudicar o conhecimento de uma época?

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