quinta-feira, 17 de março de 2011

EUA se esquivam de apoio ao Brasil em órgão da ONU

Brasília objetiva vaga permanente no Conselho de Segurança em reforma

Casa Branca julga já ter ajudado país a elevar a presença global; Obama realiza visita ao Brasil neste final de semana

PATRICIA CAMPOS MELLO
ENVIADA ESPECIAL A WASHINGTON
ANDREA MURTA
DE WASHINGTON

Os EUA não se comprometeram ontem a dar apoio formal à ambição brasileira a um assento permanente em um Conselho de Segurança da ONU ampliado na visita do presidente Barack Obama ao Brasil, no fim de semana.
Questionado sobre a possibilidade, Dan Restrepo , responsável por Hemisfério Ocidental no Conselho de Segurança Nacional, disse apenas: "O presidente Obama e a presidente Dilma vão discutir a reforma da ONU. E também vão discutir em um contexto amplo a adoção de uma nova arquitetura global que reflita novas realidades."
Obama, quando foi à Índia em novembro passado, declarou abertamente apoio à entrada dos indianos no CS.
A reforma do conselho da ONU permitiria ampliar o número de membros permanentes dos cinco atuais (China, EUA, Reino Unido, França e Rússia) para dez.
"Será um conversa ampla sobre a importância de instituições fortes para a paz e segurança no mundo, e inevitavelmente a ONU surgirá."

AJUDA
Anteontem, a Casa Branca disse já ter ajudado muito o Brasil em suas ambições para ganhar destaque global.
"Os EUA pressionaram, com sucesso, para que países como o Brasil tivesse um papel maior nos assuntos econômicos internacionais e advogou de forma enérgica para que o G20 se tornasse o principal foro de cooperação", disse a Casa Branca.
"Os EUA agiram de forma agressiva para aumentar o papel de países como o Brasil no FMI e Banco Mundial."
A Casa Branca confirmou que o grande discurso para a América Latina será em Santiago, e não mais no Rio, como fora dito anteriormente.
Restrepo destacou que a discussão de Obama com o Brasil vai girar em torno de temas globais e parceria no cenário internacional, inclusive na área de segurança.
"Temos muita disposição para fazer o possível para avançar juntos com o Brasil a paz global e a segurança."
Restrepo praticamente descartou a chance de acordo entre EUA e Brasil para a compra de caças no projeto de modernização da Força Aérea brasileira. "Não há expectativa de negócios bilionários sendo anunciados.".

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